SOFRIMENTOS DE UM POETA
Quando um poeta fica muito triste, sua alma fala,
sua mão dispara,
sobre esta vida desatinada percorre linhas a escrever.
Mas, se a tristeza persiste,
não há coração que resista.
Sua alma grita,
seu coração dita
palavras a serem escritas.
Num ato de desespero,
quando a vida não tem mais tempero,
a esperança é achar que tudo é passageiro.
Pensava que passava, tanto que esperava.
Ainda não passou e muito tempo já esperou.
O coração enlouquece,
a tristeza não desaparece,
perde o fôlego e a razão.
Não engole o choro,
escuta o coro.
São anjos a cantar.
Será que esta dor irá o matar?
Mas, se é amor que dói e não se sente,
de dor não morrerá!
E o poeta? Morrerá do que será?
Morrerá de uma loucura fatal!
Amou tanto, sofreu tanto, acreditou no tanto.
Enlouqueceu, no entanto.
A vida tornou-se desencanto.
Por ela, derramou pranto.
Por ele, fiz esse canto.
“Não vá, poeta, agora,
sei que seu coração chora,
mas, poeta, não é tua hora,
não vá, poeta, embora.”
O poeta viveu de sonhos,
alimentou-se de esperanças,
embebedou-se de lágrimas,
balançou-se em longos cabelos,
mergulhou em olhos profundos,
sofreu até nos últimos segundos.
E, antes de dizer adeus, disse o poeta aos seus:
“Ame a vida inteira, pois a morte é certeira e a vida é passageira.
Não esperes do teu amor grandes alegrias,
mas viva como se fosse o último dia!”
AUTORA: FRANCIELY DA SILVA BASSI. 09/09